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sexta-feira, 12 de julho de 2013

E naquele dia

E naquele dia

E naquele dia senti no canto do olho, o frio
A mágoa que me escorria pela face da vida
Uma lágrima que em amor, fugia do brio
Sacudida pela sombra da alma muito sentida

O canto do meu olhar

E naquele dia as árvores não faziam sombra
O fresco era a humidade das lágrimas do meu mundo
Uma sensação de Outono amargurado, quando a folha tomba
Voando pelo abismo de lágrimas de uma tristeza sem fundo

O canto do meu olhar

E naquele dia chorava à vida e à liberdade
Uma lágrima ao amor, uma ao sofrimento, … Uma outra à mulher
Tantas são as lágrimas que me gritam, um fado que canto pela saudade
Num sonho de sentir a lágrima de volta e não uma volta qualquer

O canto do meu olhar

E naquele dia senti a corda da guitarra rebentar
E já nem lágrima tinha para lavar a face suja pela ausência
Calei os soluços e adormeci para sonhar
E naquele dia sonhei uma realidade com essência

O canto do meu olhar


José Alberto Sá 

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