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quinta-feira, 13 de junho de 2013

És o despir de algo mais

És o despir de algo mais

És tão estranha!
Sinto em ti as núpcias… O amor
Quis-te despir
Mão na entranha
Súbito calor
Sorrir

És a virgem!
Sinto em ti a imaculada
Quero-te minha
És a vertigem
O afrodisíaco em pomada
Na massagem que te dou
No momento que sou
Uma dose perfumada

És estranha mulher!
Eu sou o que te viola, sem te tocar
És a preferida, não uma qualquer
Quero-te dilacerada
Esquartejada
Pela íris do meu olhar

És tão estranha!
Eu te esculpo sempre, és bela demais
Em cada respirar te sinto
Bastou um olhar e a saudade é tamanha
Bastou um beijo na face… Momentos reais
E já te amo… Porque não minto

És o despir de algo mais
O meu, pelo teu amor


José Alberto Sá

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