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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Em silêncio te imagino

Em silêncio te imagino

Em silêncio me desnudo num corpo que imagino
Delicio-me ao sentir a viscosidade em minha mão
A minha boca parece um peixe fora de água
Tu és o meu hino…
O imenso oceano que habita o meu coração

Excitação e o descanso de dois corpos logo após
Entrego-me…
Satisfaço-me no prazer da respiração
Consigo ainda sentir
A tua voz
Esfrego-me…

Sinto o teu toque na minha camisa
Minha pele me deu o sinal… Se eriçou
Rego-me com teu sorriso, aroma que me suaviza
Tu já és a essência daquilo que sou

Sinto ainda os teus seios rijos, um mamilo sequioso
Contraste entre o branco e a auréola escura
Sinto a tua língua húmida… Violenta
Sinto-me vaidoso
És linda de mente pura
E eu te imagino assim bela… Louca vontade que não aguenta

Denuncio-me…
Quando abres esse decote demolidor
Sardas que me arreliam o olhar
Rasgo que separa a minha cor
Do branco ao corado vermelho de amar

É assim que te imagino quando me dou
É assim que me imagino quando me queres
É assim que imagino o corpo que me encantou
E assim te imagino nas posições que preferes
Em silêncio… Estás aqui
Em silêncio… És minha agora
É assim que amo desde que te vi
Num silêncio de amor que não vai embora


José Alberto Sá

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