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terça-feira, 4 de junho de 2013

A ausência

A ausência

Quantas vezes me sinto o fragmento
O ramo partido de uma ramificação sem magia
Quantas vezes me sinto levado no vento
Num voo urticante, pelas veredas da poesia
Quantas vezes…
Quantas vezes… Queria ser a pedra de um mural
Quantas vezes queria sentir o nada
Ser a alma alada
Ser o oceano, sem água, sem sal
Quantas vezes…
Quantas vezes caminho, sem saber o caminho
Sentindo que quem me leva é a estrada
Quantas vezes peço um carinho
E recebo do mundo a bofetada
Quantas vezes…
Quantas vezes ao deitar me lembro de ti
E tudo que lembro é luz, num escuro interior
Quantas vezes ao levantar o sol me sorri
E tudo que lembro não leva amor
Quantas vezes…
Quantas vezes me disseste, estou aqui
… E não vinhas
Quantas vezes me dizias… Tu és a claridade
Eu não sei o que tinhas….
Mas nunca vieste de verdade
Quantas vezes…
Quantas vezes o tempo não contou
Tentei sempre ser eu… Por isso chorei
Quantas vezes o sonho me levou
E na realidade, nada foi, nada é… Já nem eu sei
Quantas vezes…
Quantas vezes mais te vou esperar
Talvez… Só mais uma vez
O hoje é esse dia…
Muito mais não vou aguentar


José Alberto Sá

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