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quarta-feira, 13 de março de 2013

No arame


No arame

Estendida
Te fazes sentir
És o meu fio condutor
Quando espero a tua roupa
Tão querida
Sinto o teu sorrir
Meu amor
Ao abrir a minha boca
Amo teus fatos, teus vestidos
Amo tuas peúgas
Tua roupa interior
Prendo-me aos fios mais compridos
Mordo pensando ser uvas
Quando as calcinhas são de outra cor
Escorres a tua humidade
Por mim abaixo, é o sol a bater
O calor que te faz derreter
Na candura da luminosidade
Uma força que sinto na minha mola
Essência da minha utilidade
Fragrância da minha escola
O tempo passa, sacio o meu desejo
Vejo-te ser levada, por mãos de embalar
Aí… Desprendo-me, deixando o beijo
E deixo-me levar
Na esperança que regresses
E me faças levitar
No arame onde te aqueces
E onde te quero esperar

José Alberto Sá

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