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quarta-feira, 20 de março de 2013

Mãos ao alto


Mãos ao alto

Mãos ao alto
Não… Não é um assalto
Vou-te saborear
Vejo-te de mãos erguidas,
encostada à parede, quero-te amarrar
A parede é branca
A paisagem são as tuas medidas
Não…
… Não é um assalto
Mas quero-te de mãos ao alto
Porque estás nua
Seguro-te com beijos
Deslizo por ti abaixo
Não te mexas, respira somente
A vontade também é tua
Desejo ardente
Sinto o teu contorno
Não me és indiferente
A fragrância é requintada
Inebriante, quente… Um forno
Saboreio-te
És doce
Prossigo…
Num assalto sem castigo
Fixo-me nos pontos rosados
Teus seios
Rara beleza
Não… Não é um assalto,
são os meus meios
Mãos ao alto, sua alteza
A parede transpira
Suor
Tudo acontece
O meu sonho merece
Que te assalte… Meu mel
Tira… Tira as garras da parede
E me fere… Unhas de gel
Deixa… Não te vou roubar
Somente te quero amar
Mãos ao alto
Não… Não é um assalto

José Alberto Sá

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