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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Imagino-te todos os dias


Imagino-te todos os dias

Quando o dia não é igual…
Acordo como hoje, numa manhã enevoada
Hoje o tempo era cinzento
Sem cor, sem luz, sem vento
Uma manhã fria, sem nada
Dia infernal
Acordei a imaginar a pessoa que nunca vi
Queria acordar num dia com mil cores
Sentir-te na paleta no pintar do meu dia
E na tela matar as saudades que tenho de ti
Traçar pinceladas com doces odores
E saborear o corpo que imagino na tua alegria
Quando o dia não é igual…
Sinto a dor como neste dia cinzento
Sinto comigo a imensidão de um vazio
Tu aí!
Deves sentir como eu a cinza do tempo
Não há luz, não há sol, a vela não tem pavio
Dia infernal
Acordei para agradecer o meu simples pensar
Pois mesmo não estando
Eu te sinto na tela que estive a pintar
Foi com a mão no teu rosto, que fui pincelando
Querendo na tela o teu beijo
O meu desejo
Te amar…
Quando o dia não é igual…
Hoje, mais uma vez olhei a minha pintura
Hoje, mais uma vez te fui beijar
Numa manhã em que o dia era cinzento
Eu reparei que já não aguento
Mais um dia infernal
Quando o dia não é igual…

José Alberto Sá

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