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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Dádiva do pobre


Dádiva do pobre

Mais uma saca
Mais uma saca
Produtos alimentares
Uma mão
Pobreza nos lares
Provocação
Mentes de caca
Governo pobre
Miséria sem cobre
Alma de quem descobre
Que a mafia é macaca
Mais uma saca
Mais uma saca
E quem governa ri
Sem pena do abandonado
Sem pena de ti
Sem pena de quem dá a saca
Sem pena do desesperado
Governado por gente fraca
Mais uma saca
Mais uma saca
E assim se governa o país
Assim se governa o rico
Pobre do infeliz
Que da sanita, passou a penico
Mais uma saca
Mais uma saca
De pobre para pobre, os inconformados
Os colocados no gume da faca
Os despojados
Sobreviventes da saca
Apetecia-me dizer asneiras
Palavrões, gritos de revolta
Ao governo que não ata nem desata
Às míseras mentes ordeiras
Mentes que desgraçam à minha volta
Eu sou um impotente
Tenho vergonha do que se passa
Todos nós somos gente
Mais uma saca
Mais uma saca
Alivia a desgraça

José Alberto Sá

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