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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O meu vazio


O meu vazio


Olho para o vazio de um espaço invisível
Nada... O ar puro
O tempo apetecível
O campo sem muro
Vazio de tudo, sem terra
Vazio sentido
Calma sem guerra
O nada perdido
Olho para o chão oco
Buraco sem fundo
Não quero falar
Não quero ouvir, que o nada é louco
O mal deste mundo
O vazio lunar
Silêncio que não quero alcançar
Olho para o medo
Olho para o mal
Agarro-me ao teatro sem enredo
Sem escrever, chego ao ponto final
Amo a folhas branca, vazia
Sem ofender
Sem cobardia
Amo a pureza do nascer
Olho as pessoas por igual
Umas são amor
Outras são o vazio... Tal e qual
Este é o meu olhar
Sobre o nada, sem calor, sem frio
Este é o meu pensar
Quando até eu, me sinto vazio
Vazio pela ausência do nada
O meu olhar para a frente
Para trás
Olhar... Somente olhar
Tentar ser gente
No vazio da minha paz

José Alberto Sá

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