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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sem palavras


Sem palavras

Não sabia que palavras escrever
As linhas me pareciam teias com orvalho
Tecidas pela vontade de minha mão
Mas a inspiração…
Queria de mim desaparecer
O meu caderno era no momento o retalho
Um pedaço sofrido de meu coração
Não sabia…
Até que uma mão, uma flor apareceu
Uma beldade vinda do céu
Uma delícia
Mãos de perfume, uma carícia
Naquela folha, que antes nada tinha
Apareceram delirantes palavras
Cada uma na sua linha
Eu sorria e tu sonhavas
Ambos estávamos embebidos na poesia
A tua mão na minha…
Fazia acontecer a loucura
A verdade,
a vontade, a magia
Mão suave, sorriso doce, mente pura
Regressou a inspiração
Palavras de tua verdade
Palavras do coração
Escrevemos os dois, louco fervor
Em cada folha um desejo
Em cada palavra nasceu amor
Em cada linha demos um beijo
Em cada vírgula suspiramos
Em cada ponto…
Amamos

José Alberto Sá

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