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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Papel rasgado


Papel rasgado

Tocando o vento
Um papelinho me acenava
Reflectia luz no branco da sua cor
Parei um momento…
Olhei-o fixamente… E ele continuava
Acenando na brisa como uma flor
Um simples papel caído no chão
Rasgado de outro bocado
Sobressaía do alcatrão
E chamando-me à atenção!
Acenou-me num gesto apaixonado
Parado…
Apeteceu-me lhe tocar
Ele com o seu brilho continuava a acenar
Como quem me dizia
Anda…
Estou aqui
Senti alegria
E verguei-me para o apanhar
Na minha mão…
Quatro letras gravadas na sua luz, eu li
“Amor”
Sentiu-se confortável, parou de acenar
Somente permaneceu na sua cor
Mas fez-me sonhar
Senti no meu coração…
Caminhei estrada fora
O papelinho? Atirei-o no ar
E quando caído no chão
Agradeceu-me o momento
A luz do sol, a brisa do vento
E continuou a acenar

José Alberto Sá

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