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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ainda te espero...


Ainda te espero…

Meus olhos não te esquecem
Vem amor, sacia o meu pensar
Tenho medo de endoidecer
Sinto-me louco
Meus lábios por ti padecem
Vem amor, não consigo respirar
Tenho medo de sufocar
Em ventos quentes da tua boca
Língua louca
Que me põe rouco
Meus braços sentem teu deslizar
Vem amor, abrir-te de vontade
Saciar o meu medo, de te perder
És a fragrância do meu mar
A minha vaidade
Vem amor, preciso de te ter
Minhas pernas querem o teu calor
Pele na pele, suores unidos
Vem amor
Dançar o tango dos gemidos
Sonhar com a lua, porque não te vejo
Penetrar floresta dentro à tua procura
Vem amor, serás tudo num beijo
A minha cura
Meus sentidos em ti se apuraram
Paladar da tua seiva
Cheiro do teu suor
Tacto deslizante, como manteiga
Visão ondulante, sentido maior
Audição sussurrada
Palavras silenciadas pela tua liberdade
Menina amada
Quanta saudade

José Alberto Sá

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