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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Abutres


Abutres

Derrubam as mentes humanas
Não nos deixam pensar
Hipócritas de vontades mundanas
Que derrubam as vontades de amar
Amar o tempo
Amar a natureza
Pensar no vento
Pensar com clareza
Todos os dias, me perco em palavras pobres
De manhã acordo já sem vontade
De tarde continuo sem ouro, sem prata, sem cobres
À noite deito-me, para dormir pela metade
Sonos pequenos inquietos
Olhos abertos pensativos
Ódio dos que dizem ser os espertos
Que fazem por fazer… Nunca assertivos
Derrubam pensamentos de amor
Deixando na terra o suor inocente
De culpados que vivem somente da dor
Aqueles que gritam: Só queremos ser gente
Aqueles que já não conseguem chorar
Incapazes, impotentes… Abandonados
Sentimento de carcaça para explorar
Por uns abutres alados
Assim sinto o tempo de agora
Amanhã talvez os ossos que os esganam
Os venham buscar a qualquer hora
A mim já não enganam
Vão-se embora…
Abutres


José Alberto Sá

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