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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Olhares


Olhares

Olhei sereno
Um mundo pequeno
Um amontoado de terra
Uma mão cheia que berra
Em gritos silenciosos
Olhei ameno
Mundos sinuosos
Um amontoado de ortigas
Uma mão cheia de brigas
Em gritos revoltosos
Olhei pequeno
Um mundo refém
Um amontoado de terra de ninguém
Uma mão cheia… Mas sem…
Sem olhar o inexistente
Sem olhar o imperfeito
O mundo onde não me deito
Um amontoado negro aos meus olhos
Uma mão minha, mas triste
Olhei a terra de feno
Um mundo aos molhos
Um amontoado que não resiste
E o meu olhar continua
Numa terra seca e nua
Um amontoado de pedra crua
Uma mão que é minha e é tua
Olhei uma alma apetecida
Alma de verdura
Terra de gente pura
Um amontoado de desejos meus
Uma mão de Deus
A minha vida

José Alberto Sá

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