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sábado, 28 de abril de 2012

Erguer-me-ei


Erguer-me-ei

Se cair no chão
Erguer-me-ei de cabeça levantada
Olharei o céu
E sentirei um coração,
um pulsar, uma chamada.
Olharei sabendo que tudo será meu
Erguer-me-ei para que me vejam
Olharei para que me sintam
E implorarei sem um gemido
Os meus olhos falarão,
como raios que trovejam.
Minhas mãos serão pinceis que pintam
A tela da minha dor, se me sinto perdido
Não terei medo de cair
O chão é firme como rocha
O céu me levará a sorrir
E o meu olhar será a luz, numa tocha
Um fogo que arde em meu coração
Uma chama que não deixarei apagar
Se cair serei o mesmo, não posso mudar
E no meu levantar, olharei igual
Falarei educadamente
Terei o mesmo amar
O mesmo instinto animal
Mas racional…
Num coração que não mente
Já nada me preocupa
Evitarei cair na loucura
Nem um dedo apontado,
nenhuma culpa
Se no chão cair à tua procura,
erguer-me-ei e será contigo
Serás o chão do meu castigo
Mas de mão dada serás para mim
Serás uma vida,
uma flor em meu jardim.

José Alberto Sá

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