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terça-feira, 20 de março de 2012

Minha amada


Minha amada


Naquele dia…

O mar batia palmadas suaves

A areia permanecia quieta

A espuma soltava-se e voava

No céu das lindas aves

O horizonte no seu fio era a meta

Ao longe a cidade dormia

Era noite, hora que amava

A pedra húmida estava fria

E eu esperava, naquele dia

O vento soprava rajadas de perfume

Maresia e saudade

Uma fogueira dentro de mim era lume

Sozinho esperava e sentia liberdade

Naquele dia queria ser preso

Preso pela noite, pelo luar

Contei as estrelas, amor ileso

Naquele dia… Esperei… Esperei…

Nada… Sozinho continuei

O mar… a lua… o vento…

Fizeram-me companhia

Naquele dia contei o tempo

Não houve magia

Escrevi… Escrevi poesia

Recitei para o mar, único a escutar

E ao levantar… o sol nascera

Tinha uma namorada

O papel na mão

Uma paixão esperada

A minha poesia, a minha amada


José Alberto Sá

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