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domingo, 4 de março de 2012

Castigo-me


Castigo-me


Sentado no canto

Senti o frio do chão

Estava descalço com pés de santo

Um aperto no coração

Doía o encostar de cabeça

Numa dor sentida

Num frio da vida

Medo de que eu enlouqueça

Em vontade pesticida

Ali parecia... O meu umbigo

Fechado, secreto, esquecido...

No canto da memória esquecida

Réstias do meu corpo em castigo

Sozinho no dobrar da esquina

De uma parede sem tinta

Chão áspero de rugosa saliência

Ausência de adrenalina

A tudo... Abstinência

Sentado no chão gelado

Quis sofrer por um bocado

...

Quando levantei...

Senti-me outro ser

Perdoado pelo Senhor... Meu Rei

Que me ajudou a esquecer

As loucas vontades da mente

As loucas palavras que dizia

Os loucos pensamentos... Ciente

Os loucos gestos sem alegria

...

Sentado pedi até à exaustão

Que erguido soubesse caminhar

Caminhando de coração

Perdoado para amar

Sentado no chão... Perdoado

Levantado e amado

Para andar...


José Alberto Sá

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