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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Que vida!


Que vida!


Pedras caladas

Pó do caminho

Arremessos do medo

Almas danadas

Vozes do credo

Ramos de espinho

...

Chama-me tempo das trevas

Pele eriçada

Arrepio

Porque me enervas?

Vida do nada

Calafrio!

...

Sufoco cinzento

Pecado ciumento

Excremento!

Vida que não existe

Caminho triste

Que nada tem

Pedras quebradas

Velhice do tempo

Rajadas

Contratempo!

...

Fujo deste labirinto

Assim eu nada sinto

Assim não vale a pena

Fujo deste recinto

De animais na arena

Do medo de nada

De mãos na enxada

Pena!


José Alberto Sá

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