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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Nem eu!


Nem eu!


Detesto

Pessoas que vivem sentadas

Na ponta do alfinete

Vivem nos abismos

Tresloucadas

No gume do canivete

Feiticismos

Pivete.

Detesto

Pessoas que vivem sem palavra

Na ponta do nada

Vivem nas amarguras

Da pele arranhada

Entre as escamas

Entre as ranhuras

Figuras

Mundanas

Detesto

Pessoas que vivem sem viver

Na ponta da faca

Vivem de mente fraca

Num mundo a corroer

Seres infelizes

Árvores sem raízes

A apodrecer

Detesto

Porque nem eu presto

E me manifesto

Pedindo num gesto

Que alguém me chame

Me analise

Não me banalize

Mas me ame.


José Alberto Sá

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