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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Delícia


Delícia


No chão

Sobre a terra reluzia

Corpo nu… Atraente

Vermelho brilhante, cor do coração.

Tinha luz que me dizia

e reluzia em mim a semente

Agarrava-se aos folhos verdes,

cor esperança.

Seu cinto de castidade

Que na verdade…

Era para mim a matança,

de minha vontade.

Peguei-lhe suavemente

Senti seu corpo,

na minha mão.

Frio… Quente!

Nado morto

Parecia um coração!

Minha boca se aproximou

Meu nariz se aromatizou

Dei uma mordida

Sangrou!

Parecia perdida, mas…

Me encontrou.

Devorei…

Todo o seu jorrar

Senti-me dançar,

um lindo tango.

Bailado do meu saborear

Na magia de um morango


José Alberto Sá

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