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terça-feira, 1 de novembro de 2011

A caminhada


A caminhada


Pedras salientes

Buracos abertos

Pernas dormentes

Olhos dispertos

Pé ante pé

Passos doridos

Caminho que parece,

mas não é

Caminhos perdidos,

de quem me aquece


Pedra aguçada

Buraco profundo

Amores sem nada,

sem deusas no mundo


Caminho agreste

Silvado agrecivo

O não que me deste

No caminho perdido

Continuo caminhando

Pedra sobre pedra, dureza

Buraco em buraco, agonia

Rastejando na minha certeza

Que este caminho

Será nosso um dia


José Alberto Sá

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