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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sentir


Sentir


Acordei de madrugada

Estava escuro, somente eu

No travesseiro imaginei-te,

minha amada

Sentia meu corpo ao léu

Amei-te

No silêncio do nada, apertei

Contra meu corpo nu

O lençol era macio, ansiei

Que o meu sentir, fosses tu

Tinha os lábios secos, querendo-te

Minhas mãos procuravam o vazio

Oferecendo-te

As voltas que dei, em meu arrepio

Não sabia se tinha os olhos fechados

Talvez abertos no escuro

Sabia que eram olhos apaixonados

Pelo amor que me aventuro

Apetecia-me rasgar o lençol

Queria te ouvir gemer

Sentir-te em cores de girassol

E rasgada serias meu ser

Senti uma luz entrar

Meu sentido frenético parou

O sol me fez acordar

Da musa que ali me amou

Petrifiquei, os lábios humedeci

Passei a língua e reconheci

O perfume da diva que não vi

Na certeza da sua presença, eu a senti


José Alberto Sá

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