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domingo, 9 de outubro de 2011

Deixa-me em paz


Deixa-me em paz


Difícil ver-te partir

Tua ausência foi rápida, dolorosa

Nem o vento ficou a sorrir

Não senti sequer, um beijo de rosa

Na rua fiquei à chuva

Senti meu corpo molhar

Senti-me no pisar da uva

Senti o carinho voar

Difícil perder afeto, amor

Entreguei-me ao céu cinzento

Ao jardim sem flor

Difícil... Eu não aguento.


Molhado, pensei não sobreviver

Tempestade da minha solidão

Ventos, marés, vozes do meu ser

Saudades em meu coração

Gritei alto, quero-te

Ausência de tua resposta

Gritei novamente, espero-te

Sentimento de quem gosta.


Nada... Foste embora

Recordo teu gesto, no teu partir

Amei-te, não me despeço

Falei-te de mil segredos a sorrir

Vou esperar o teu regresso

Disseste-me, deixa-me em paz

Porquê? Só quero ser amigo

Se em maldade, nada sou capaz

Espero que voltes ao teu abrigo.


José Alberto Sá

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