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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Silêncio...


Silêncio...


Gritar em silêncio é barafustar a leveza da serenidade.

Calar...ausência de barulho, reflectir e educar.

O silêncio faz parte da minha educação, saber ouvir, saber calar e saber falar...em silêncio!

Sim...eu sei dialogar em silêncio, porque o barulho...já quase não sei!

Tenho pena, pelo silêncio, ser algo quase desconhecido, quase ausente.

Vazio? Sim, conheço o silêncio vazio de nada e cheio de tudo, gosto de preencher com palavras surdas o meu silêncio.

Ao longe o silêncio é aquele buraco negro, ninguém respeita.

Pensei em contruir um poema da não existência do silêncio...minha leveza.

Minha inspiração em poesia, minha fantasia barulhenta, em meus pensamentos suaves e melodiosos, que do barulho não se lembra.

Hoje quis desabafar em silêncio, por isso, faça você o barulho.


Silêncio

Silêncio, minha melancolia

Meu deserto...

Minha paz, minha mania

Meu segredo, para vós aberto

Pensamento em movimento

No silêncio do vento

O meu perdoar.

Quando respiro silêncio... No meu voar

Alimento...

No relembrar do passado

Na imaginação do futuro

Alimento em silêncio... Amado

O barulho isola-se no muro

Minha paciência, meu lamento

Silêncio, minha consolação

Semente genuína, meu casamento

Humildade, Deus e coração

O silêncio é fé, oração

Porque no silêncio... Sinto-te

No silêncio... Ouço-te

Já nem palavras escrevo

Sem que o silêncio exista

Devoção...

O levantar do meu ego.

Espero somente ouvir

Suspiros e gemidos

Do voar do pensamento, meu sorrir

Do silêncio ou barulho dos amigos

Silêncio que estou a silenciar

Silêncio que estou a imaginar

Silêncio que estou a amar

...Barulho... Nem a brincar.

Silêncio...


José Alberto Sá

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