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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Impotência


Impotência


Sem abrigo...

Sem classificar, sem espaço

Sem um trigo

Sem roupa. Que faço?

Dirigem-se a lado nenhum

Nada para fazer...

Pecado da vida... Jejum

Que os faz sofrer

Considerado um corpo estranho

Sem proteção

E no meu coração tamanho

Choro de emoção!

Abriguem-nos, têm alma

Merecem espaço

Alguém consegue ter calma?

Que faço?

Eles têm amor em suas mãos

Sentimento...

Desejo de serem cidadãos

Mas sofrem... Consentimento

Sem abrigo, minha aceitação

São gente, da minha dádiva envergonhada

Sofro em meu coração

Que faço? Nada!

Sem abrigo, tanto queria ajudar

Tenho teto e trabalho

E para mais nada valho

A não ser poder amar.


José Alberto Sá

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