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domingo, 18 de setembro de 2011

Ponteiros do amor


Ponteiros de amor


O tempo uivante passa

Horas, minutos e segundos

A gigantesca vida nos ultrapassa

Deixando rastos e sentimentos profundos

Amei loucamente

Tudo estraguei...

Amei de coração ardente

Um amor que entornei.

O tempo uivante não deixou

Horas, minutos e segundos

Agonia em que o tempo parou

Nos ponteiros de nossos mundos

Amei... não me arrependo

Amei tanto, que quase não via

A cegueira me estava derretendo

Lava que no vulcão ardia

O tempo queria tudo assim

Palavras dela, onde tudo me disse

No amor, falei de mim

Tudo lhe contei sem segredos,

nem aldrabice.

Simplesmente medos.

Amei sim, mas com fronteiras

Com barreiras quase impossíveis

Tempos que se formaram em asneiras

Palavras ditas, desabafos incríveis

O tempo se foi e foi lindo

Ela não quis conhecer meu espaço

Eu pedi tempo, um amor sorrindo

Mas o tempo não parou, não sei que faço

O tempo passa...

Horas, minutos e segundos

Tempo onde meu coração assa

No calor de tuas brasas onde me afundo

O tempo onde amei

E sei que ainda existe

Resta o tempo por onde não passei

No amor que me resiste.


José Alberto Sá

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