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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Caixinha


Caixinha


Amor…

De verdade nunca acaba

Nem o tempo, nem o odor

De um tempo que inalava

Trocas de carinho

Vivências e gestos

Palavras e protestos

Na oferta de um raminho

Aquela caixinha de papelão

Onde guardo recordações

Como uma gaveta em meu coração

Guardando e amando opiniões

Não deito fora o passado

Bons e maus momentos eu guardo

Mesmo sendo o meu fado

É o destino que afago

Tantos sonhos, planos, emoções

Alegria…

O meu desprendimento de energia

Amor, ciúme em tudo opções

Parei e enxuguei uma lágrima, agora

Ao pegar na minha caixa

O tempo passou… tempo de outrora

Suspirei emocionado, limpei a faixa

Onde dizia…amo-te

Adoro-te…quero-te

Novamente poisei, não tive coragem

Limpei o rosto…lembranças

Amor que hoje é miragem

Pecado do dia em cobranças

Paguei…

O amor.

O silêncio de uma flor

Que não reguei.

Não quero esquecer

Somente viver


José Alberto Sá

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