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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Zero


O ZERO


Quando não se tem amabilidade

Quando não existe verdade

Quando não se tem sinceridade

Quando se ignora a humildade

Então temos pessoas que não são

E que nos ferem

Essas não acreditam na continuidade

Não acreditam na humanidade

Não acreditam na capacidade

Não aceitam a realidade

Então são meras criaturas, uma raridade

Que da vida nada querem

São a promiscuidade

São o revés da tranquilidade

O podre da mentalidade

O poder da infelicidade

Essas também não vivem, são nada

Da podridão que preferem

Conseguem até abdicar da solidariedade

Abdicam da responsabilidade

Abdicam da liberdade

Infelizmente até conseguem não ter idade

Não são pessoas, são meros números

Da contabilidade

No mundo de quem ama.


José Alberto Sá

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