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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Fechado


Fechado


Vidros embaciados

Enclausura do medo

Suores apressados

Uma novela, um enredo

Sentado em minha solidão

O tempo passa... Comovente

Pela janela... Nada, escuridão

A história de muita gente

Contei o tempo que passa

Lá fora algum falarido

Querer sair da brasa que me assa

Lamento da hora de ter nascido

Triste visão

Por dentro sofro, vidros embaciados

Por fora desabafo chorando

Fechado de punhos serrados

Implorando... Implorando...

Enclausura do amor

Nem a lua me visita

Nem o cheiro de uma flor

A mente já não acredita

Vontade de estar com ela

Desejo de te ter menina modesta

Vontade de partir o vidro, quebrar a janela

Procurar o tempo que me resta


José Alberto Sá

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