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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Chuva


Chuva


O relâmpago rasgou o ar

A lua se escondeu

Chuva leve me veio jurar

Que o amor dela sou eu

As árvores se vergaram

O trovão se fez ouvir

A vénia, beleza do mar

Da menina do meu sorrir

A chuva aumentou

Caía como flechas no chão

Menina corria e na pedra tropeçou

Caindo ferida no meu coração

A humidade… A mesma de um beijo

Sozinha sentada no chão molhado

A sua sensualidade meu desejo

Sua beleza… Meu ser obcecado

Cheguei perto, comecei por dizer

Levanta-te, vem comigo

O tempo vai escurecer

Vem ao colo meu, serei teu abrigo

A água que dela escorria

Aromatizava meu coração

Que belo perfume ela trazia

Que gota a gota caía

Na palma da minha mão

Depois de seca, menina desnudada

Parecia o sol em raios de cor

Desejos da minha amada

Na chuva parada

No sol do nosso amor


José Alberto Sá

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