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domingo, 18 de setembro de 2011

Daninha


Daninha


Deitei-me para amar

Tudo queria...

Deitei-me para abraçar

Queria o seu sentir, a minha alegria

Chão frio, terroso

Corpo seminu

Pedrinhas sorriam meu olhar charmoso.

Onde estás tu?

Deitei-me, abri os braços

Fechei os olhos por momentos

Tão bom! Quantos abraços

Acalmaram meus tormentos

Abri novamente e fixei

Olhei para ela... Linda e elegante

Quanto a amei

Quantas vezes desejei, aquele instante

Estendi a mão... Toquei

Vergou-se para mim

E ali lhe implorei

Vem... Vem... Para meu jardim

Estava vestida de verde alface

Era macia, aveludada

Sentia na minha face

Senti a minha amada

Deitado no chão

Puxei por ela, desenterrei-a

Planta do meu coração

Agarrei-a e levei-a

Para minha plantação

Agora era minha,

esta erva daninha

A minha paixão.


José Alberto Sá

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