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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Caravela


Caravela

A luz vermelha me piscou

Na escuridão caminhei

Passadas descalças, que a noite apagou

As passadas que dei.

Que o farol iluminou.


Senti o perfume afrodisíaco a canela

Das ondas que em meus pés rebentaram

Fechei os olhos…naveguei de caravela

E as tuas ondas me levaram

Naveguei até ti…

Queria o teu mar aconchegante

Naveguei por tempestades e não te vi

Queria abraçar-te, ser teu amante.


O vento trazia consigo, finos cabelos

Que me acariciavam

Estremeci…eram tão belos

No pescoço me beijavam

Ancorei para te procurar

Deitei-me na areia de cansado

Apertei os grãos para sentir o teu mar

Por quem me tinha apaixonado.


Adormeci no teu colo de maresia

Senti dedos tocarem de suave

Senti carinho, doçura…alegria

Senti-me levitar, voar…ser uma ave

No ouvido o vento sussurrou

Escutei…

Alguém em palavras me amou

Também amei…

Abri os olhos, acordei

Olhei em volta na procura,

do sussurro que escutei

Perdido nos ventos da minha loucura.


José Alberto Sá

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