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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Aperto


Aperto


Rosto de sentimento

Momento triste

Momento de amor que alimento

Num banqueta de paixão, onde me viste

Mergulha em mim as tuas incertezas

Tuas dúvidas, angústias, teu passado

Vence comigo as profundezas

de um coração destroçado

Não me apetece lutar

Deixo-me levar na corrente

Sem saber se vou regressar

Ou se vou desaguar

No teu mar novamente

Sou um doido nesta terra

Sou um marinheiro à deriva

Sou uma arma sem guerra

Areia com pedras que não se criva

Rosto triste e magoado

Sem lágrimas salgadas, escorrendo

Simplesmente apaixonado

Num dia que me vai escurecendo

Sou o rosto da noite sem luar

Somente a paixão de viver

Metade vida, metade mar

Um cubo de gelo a derreter

Na saudade de se transformar.


José Alberto Sá

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