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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Segundos Negros

Segundos negros

Parei no tempo
alguns segundos apenas
Reflecti…
Saboreei por um momento
as palavras mais pequenas!
Li e reli…
Senti como que um anzol me espetasse
Boca aberta…falta de ar
Qual peixe fora de água…aflito
Pedia que alguém me libertasse
Que a minha noite tivesse luar
minha garganta sentia, aperto maldito
Escrevi…
À noite sofro, pareço ouvir latidos
pios de mocho agoirentos, maldição
Sinto no corpo arrepios
sufocos da alma em meu coração
Senti…
Manhãs que ao levantar, tropeço
insónias do não dormir…cansaço
Noites longas, de quem não esqueço
Não mereço e me confesso
em vivências de loucura, fracasso
Eu vi…
Por isso parei no tempo
Reflecti e saboreei…
Li…palavras de amor…que momento!
Escrevi…quanto calor que senti
e amei…
Rejuvenesci na minha loucura
O segundo passou e eu vi…
Nada dura
Nada lhe dei, ela tudo me deu
E quando acordei novamente
era eu…
Agradeci.

José Alberto Sá

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