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domingo, 22 de maio de 2011

Sou o sol

Sou o sol

Naquela noite fria,
nada me apetecia
moleza no corpo, peso na mente.
Sofria sozinho, sofria…
De corpo gelado, num arrepio,
quase não via
estava descrente.
Tentei levantar-me, o corpo não ia
estava perro,
tudo doía.
E numa folha em branco,
nada escrevia, tudo era erro!
Tornei-me a sentar,
não conhecia o meu ser e a caneta na mão
caía ao chão.
E a folha em branco,
era uma pena, voou.
Eu tremia.
Naquela noite fria…
Não havia claridade
e tinha perdido a noção,
tudo mudou
será que era noite, seria dia?
Naquela noite fria,
Eu já não tinha vaidade e caí no chão.
Desfalecia.
Quase sem sentidos,
alguém me tocou!
E entre raios de luz,
recuperei tempos perdidos,
alguém me beijou…
E entre a vida e a cruz,
o calor me chegou…
Estou aqui amor, ouvi dizer,
e…
alguém me abraçou.
Naquela noite fria…
O tempo aqueceu
num abraço de amor.
Olhei… vi… sorri…
e…
chorei…
no sentir do teu calor.
Naquela noite fria,
que já não era,
peguei na folha em branco
e desenhei a primavera.
Obrigado, linda!
Disse eu…
Pois a luz que aqui entrou
e me salvou.
Salvou o sol que não morreu.

José Alberto Sá

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