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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ouvia-te chorar...

Ouvia-te chorar…

Desesperado eu estava.
Ouvia-te chorar…
E sofria soluços teus, que ouvia
angustiado, quase rebentava
pelo resultado de uma conversa dura.
A minha voz e a tua tinham sofrido,
palavras ásperas, de rebentar.
Qual o coração que aguenta
as palavras de ti, para mim, menina pura,
embebidas nas minhas respostas.
Diálogo louco, do podre que fermenta
e acabam em palavras opostas.
Ouvia-te chorar…
Serrei os olhos de arrependido
a teu lado, queria estar para te dizer.
Queria-me levantar e correr
para teus braços, te amar.
Parecia que tudo era perdido
teria ali sozinho de sofrer.
Ouvia-te chorar…
Usavas o lenço, eu ouvia o limpar
explosão de dor, querias gritar.
Gritos mudos, soluços de amor.
E eu…que tanto queria…
Não sabia como lidar
com tão frágil situação.
Tão frágil flor.
Ouvia-te chorar…
Tomei coragem e abri a porta.
Olhaste-me…
No mesmo instante, baixaste o olhar.
Não importa…
O meu sofrer era igual ao teu
e mesmo baixando a cabeça
senti, que me querias amar.
Desculpa-me…disse!
Talvez eu mereça.
Quero que me olhes, Amor?
Chamei…
Perdoa-me as palavras desferidas
palavras perdidas, palavras nuas.
Sempre te amei.
Minha culpa incompreendida,
quando me perdi em ofensas tuas.
Mente ferida…
Eu sei…
Sentei-me e nos olhamos.
Sentei-me e nos abraçamos.
Ali desabafamos em segredo.
Naquele olhar…paixão.
Deitamo-nos  e desfrutamos.
Sem medo…
Arrependimentos que se soltam, em união.
Amamos e nos perdoamos
sem mais pensar…
Em mentes tresloucadas, sorrimos
já não havia porque chorar
afirmamos e pedimos…
Que se perdoassem as lágrimas
de amor,
que por ele foram choradas.
Palavras que saíam em desabafos e dor.
Ciúmes que partiam e dobravam
o nosso amor.


José Alberto Sá

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