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domingo, 22 de maio de 2011

Ela dormia

Ela dormia 

O calor fazia-se sentir,
eu acordado olhava pensando.
O corpo ao meu lado
dormindo que sem reflectir,
parecia moldado, parecia sorrir.
Me estava desesperando.
Queria tocar-lhe, que beleza.
um só toque ondular.
E com certeza, sentiria
no toque as ondas do mar.
Ela dormia.
Ganhei coragem e com o dedo
toquei suas costas.
Parecia ter medo
das dunas e das encostas.
Dos vales e das montanhas.
O calor aumentou, coração batia
continuei tocando, vontades tamanhas.
Ela dormia.
Continuei descendo
pelas curvas do mar.
O sangue fervia, querendo
e os dedos corriam, cedendo
à vontade de não parar.
Ela dormia.
Eu a sentia, nas curvas de veludo.
Os dedos tocavam, e não paravam
eu já tremia, pensava em tudo.
No silêncio da noite, ouvia bater o meu coração.
Fechei os olhos, imaginei
mares revoltos, corpos envoltos.
Tudo emoção,
Amor, paixão
e a vontade que sentia, só eu sei.
Ela dormia.
A sua beleza desnuda nunca se mexeu.
Fez-se dia, eu acordei.
O sonho era meu.
Ela dormia.


José Alberto Sá

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