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domingo, 22 de maio de 2011

Coração frio

Coração frio

Pareço um louco.
Procuro desesperado por entender
procuro em tudo, existe tão pouco.
O mundo é vazio, por preencher.
O mundo não anda
Já não grito, já estou rouco
ninguém me ouve.
Pareço um louco.
Amo-te gritei mil vezes, sem o ecoar de volta
do outro lado nada!
Revolta.
Amo-te gravei no meu teclar, dedos em ferida
Revezes!
Coração vazio, facada,
partida!
Só por te querer amar.
Pareço um louco.
Saí a correr, estava descalço
estava sozinho, sem te ouvir
tudo era mouco.
Queria sorrir, mas tudo é frio
pareço um tarado
num mundo sem brio.
Amar e pedir
desorientado,
sem saber que fazer.
Sem saber se partir
só para te ouvir
E…
Todos os dias, eu sou igual
O mesmo louco, o mesmo tarado
Não sei o porquê, o que estará mal
O mundo não anda, tudo é parado
É só dizer amo-te
e o mundo gira.
É só te ouvir dizer, adoro-te
e serias música da minha Harpa.
Imploro-te
Não quero ser mais louco, só quero ser
a mesma pessoa, do primeiro dia
num coração sem farpa.
Que ouviu amo-te e me fez enlouquecer
me deu esperança,
de um amor que não morria.
Que por sinal jamais seria,
pois não morreu, mas fez silêncio
como num teatro ao cair do pano.
Corações que conseguem viver
num mundo frio
que eu pensei não haver.
Desumano.



José Alberto Sá

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