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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Arde ao vento a loucura

Arde ao vento a loucura

E as árvores se prostraram
na imensidão de joelhos,
como pássaros que voavam
parecidos, já com os velhos
E descendo a lavareda
Saltaram poeira, fumo
e tanta asneira
Que enlouquecidas
as árvores, não deram fruto
E os pobres pássaros
eram na fuga sem rumo,
uma casa sem eira
E o fruto… Um trago sem vida
Sem gesto…
Uma lágrima
Na imensidão do tempo curto
Ao longe a sirene gemia,
com heróis numa estrada sem farda
E as árvores, as casas e a loucura
rebentavam queixume, sem lume
Sem nada!


José Alberto Sá

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