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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Com certeza, incertezas

Com certeza, incertezas

Não tenho dúvida que sou o organizador do incerto, aspiro organizar o reino que persigo, estou enraizado na humanidade e pronto a lhe dar forma, a lhe dar a minha solidez… Isto se eu conseguir, pois sou organizador do incerto e o incerto é a parte que não sei, ou sei e ainda não o fiz.
Não tenho dúvida da minha sensibilidade sobre a beleza, tenho noção das impurezas, do surreal plantado por debaixo da base, dos cremes e da pintura, por isso estou obcecado pela beleza pura e sem remendos.
Não dou importância à curva que teima, mas sim ao traço que queima e segue uma direção, a liberdade faz-me preservar a estrada que sigo, ou reta ou curva, tem que ter amor, moral e oferecer confiança, pois o futuro na dúvida é quem me organiza.
Não tenho dúvida perante os fantasmas, perante o diabo, perante as almas, perante as direções sem direção, aí impera a regra, a maneira com que me liberto da reconciliação, aquela parceria que fiz ao nascer, aos fantasmas deixei-os nas entranhas, ao diabo carreguei-o o tempo suficiente, para que ele soubesse que era mais forte que ele, das almas me vejo acompanhado, pois as direções que tomo são puras e só almas puras me conseguem levar.
Não tenho dúvida que sou o organizador do incerto, o certo sou eu, porque o eu incerto na dúvida o organizo antes de escrever, antes de falar, antes de caminhar, antes de olhar, antes de amar e antes de viver.


José Alberto Sá

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