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terça-feira, 5 de julho de 2016

Oh, o amor confunde-me!

Oh, o amor confunde-me!

Oh, beleza dos montes carnais,
vestidos de prazer e pouco mais!
Oh, obsceno corpo deitado
que me ergue as sensações!
Oh, sofrimento que dilacera a minha lucidez
e os meus ais!
Oh, desespero urticante provocado pelo suor,
que me arrepia e vejo desaguar num mar de emoções!
Oh, pedaço de beijo que sinto lambuzado,
no meu queixo, pescoço e ouvidos!
Oh, serviço na tela por onde o pincel desliza e pinta…
Oh… E pinta!
Oh, querer luxuriante, que intriga este meu olhar penetrante
e os sentidos comovidos!
Oh, mulher coração, que me faz voar
e descer para que não minta!
Oh, colossal gemido que sai…
Não sai e se abafa com meu lábio carmim!
Oh, planeta que me acolhe
e me faz descansar na minha cama!
Oh, vales e desertos, húmidos e esbeltos…
Que me abraçam gritando não… Por vezes sim!
Oh, pecado deste homem, que nasceu assim…
Assim se o amor me chama!
Oh, o amor confunde-me!
Mas é bom!

José Alberto Sá

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