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sábado, 23 de julho de 2016

Arte contemporânea em amor

Arte contemporânea em amor

Penso jovem, quando me entrego à arte contemporânea…
E lamento a ausência desta arte, quando te renuncias ao bailado que amo fazer…
É tão inconveniente faltares ao corpo que te espera… Como sentir a música sem que estejas em meu passo.
Penso jovem, quando pinto abstratos corpos misturados com as cores, que vou traçando com espatulados bruscos ou suaves, consoante a ira da tua ausência ou presença!
É urgente que a arte contemporânea apareça em minha vida, és a versão mais pura do meu estímulo e vontade de praticar arte.
Amo regressar ao meu primitivo ser e soltar o que de mais moderno tenho! Já nada te escondo nesta dança feita de passos, beijos, abraços e roupas caídas no chão.
Penso jovem, quando na arte misturo sinónimos, antónimos e anónimos desejos que hoje peço que sejam meus.
De ti somente quero a arte e me faças feliz. Pois tens contigo algo particular, só teu, admirável, perturbador… Um soberbo néctar atrativo, que me leva à arte num todo… A arte de amar.
Penso jovem, quando vejo a concha abrir, como se fosse uma planta carnívora que me rouba um pedaço da minha arte e se emaranha como se fosse uma ventosa, húmida e viscosa.
Não consigo esquecer, quando te abandonas e te entregas a mim.
A arte contemporânea é esta dança que quero… Hora só, hora quando estás!
Trata-se de pensar e dialogar com o universo do artista, onde a tela é o amor de dois cérebros que desejam ser modelo!
Penso jovem, quando a união é indivisível, mesmo estando só e contigo em pensamento!


José Alberto Sá

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