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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Rebentam bombas

Rebentam bombas

rebentam bombas no meu caderno
vejo os estilhaços de pau, de um lápis obsessivo
já nada invento para lá da pólvora que arde,
neste tempo que não pára,
como se fosse água bloqueada, na rede de um crivo
crivando a pureza antiga, deste pensamento moderno
rebentam as bombas no meu caderno
naturalmente, as folhas já não me fogem,
nada é tão natural, como sentir a união de um livro
quando o diálogo é entre a voz e o ouvido…
ou…
o amor entre um lápis e uma folha em branco
que amo ver a arder, a rebentar como bombas
desejosas de coitos e gemidos folheados
bombas num caderno a arder, por dois apaixonados
o meu lápis e meu caderno!
e esta guerra, eu amo… E amo tanto


José Alberto Sá

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