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terça-feira, 7 de junho de 2016

Quanta vontade...

Quanta vontade…

Choro a insatisfação, a precariedade, a limitação, a dor… A saudade.
Quanta fome eu tenho, de pensar, de ultrapassar e de construir.
Choro a tristeza, a incapacidade, a impossibilidade… A certeza.
Quanta alma dentro em mim grita, quanta vontade de ser destemido, quanta ambição em adormecer e acordar resolvido.
Choro o mal que vive por aí, choro cada lágrima sentida, escorridos sem medida, sem ideal, sem culto, sem religião… E choro na angústia fria, sentindo a água de um mar sem sal.
Quanta tentativa se ouve, quanta natureza sem cura, quanta febre de inteligências pobres…
Choro envolvido pelas náuseas, pelo tédio, sem que me apeteça viver iluminado.
Apaguem a luz, não quero ver os que odeiam o mundo, não quero sentir os que roubam os pobres, não quero ouvi os que gritam vazio, sem eco, não quero… Não quero…
Choro lúcido, transparente, aliviado, completo, absoluto… Quanta vontade no meu pulsar, que ao chorar, mesmo que no escuro… Te sinto.
E hoje… Peço-te… Preciso de ti… Desce…
E abraça-me… Escuta-me… Vive de mão dada comigo…
Hoje… Meu Deus… Estou aqui…


José Alberto Sá

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