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quarta-feira, 18 de maio de 2016

As gravatas da minha terra!

Quantas vezes as gravatas se mostram na varanda e os sorrisos se mostram bêbedos pelo egoísmo… Quantas vezes!
Quantas vezes as gravatas voam no vento, quantas varandas e palácios se enchem de vazio!
É o poder!
Na minha terra… Quantas vezes o abraço não se sente!
Quantas vezes pedaços de gente se aproxima… Aparecendo por baixo e não chegam lá acima!
As gravatas se apertam num nó perfeito, garras de um jeito, que só alguns sabem fazer… E no poleiro fazem do sorriso, um agasalho inexistente!
Na minha terra… Quantas vezes o homem disfarça o contente!
Quantas vezes, enganando o sorriso, amando a vida, para que aquela flor que nasceu, se faça gente!
Talvez um dia os lobos deixem os cordeiros em paz, esses demoníacos engravatados, os que uivam pelo sorriso, sem que seja preciso!
Na minha terra… A alcateia está em contra mão, existem cordeiros e um lobo em extinção!
E as gravatas continuam a provocar, sorrindo no seu passar e dizendo no seu olhar… Mediocridade, pobreza, ganância, intolerância, mesquinhez… Uma… Duas… Três… E outra vez!
É o poder!
Depois… Voltam à varanda, sorrindo e acenando mentiras…
Na minha terra… Quantas vezes se acena! Valerá a pena?
E quantas vezes mais serei enganado! Talvez exista uma força maior e que essa mão, me dê razão…
Gravatas e varandas eu não quero… Mas sentir as gravatas que acenam com o coração, seria de todo um desejo… E aí viria à varanda, olhar a gente da minha terra e lhes soltar um beijo…
Na minha terra existem gravatas… E varandas… Mas existe algo que as supera… O amor que eu tenho e o amor de alguém que me espera!


José Alberto Sá

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