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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Desejo sentir-te...

Desejo-te sentir…

Nunca te conto o que sonho…
Nunca te digo o que desejo, pois ele é superior ao escuro do meu quarto… Superior ao negro dos meus olhos quando os fecho, superior ao desejo de poder voar e desejar-te sentir.
Nunca te conto nesta vontade de sentir o que vejo, sem ver… O que desejo no sonho, o que toco sem tocar…
Também nunca me perguntas o que sonho, nem tão pouco me olhas nos olhos e me beijas…
Sabes que o diálogo do meu dormir é viver sonhando, é viver e aprender como tocar o céu vestido de gemidos e sentires capazes de me fazerem corar ao acordar.
Nunca te conto, mesmo quando dormes longe de mim, mesmo quando o mar é uma espuma branca e suave… Mesmo quando me apetece romper o segredo.
Mesmo quando os dedos te desejam tatuar… Nunca sabes que te desejo. Nunca me perguntas e eu nunca te conto…
Tu sabes que te desejo, agora só preciso acordar e ter-te a meu lado. Nunca te conto quando durmo sozinho… Pergunta-me?
Pois… Se me perguntasses era sinal de que te tinha.
Nunca te conto e hoje nesta louca excepção te digo: Desejo sentir-te, quando vieres…


José Alberto Sá

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