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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Eu não!

Eu não!


Incrível é a tua imaginação!
Tão incrível, que pequena é a palavra que foge para te ter, nela contida… Que grita por aí, sem que exista fuga possível, sem que haja vontade de não estar contigo, no mesmo texto!
Intensamente te amo e tu? Não sei... Pois é de amor que se trata...
Preciso saber…
Já agora, como se trata o amor?
Será por palavras...
Olhares...
Gestos...
Poesia...
Flores… Altares…
Sentires… Harmonia!
Meu Deus... Porque peco eu então! Que amo a carne!
Quero a carne, que me perdoem as vozes e as mentes que me contrariam...
Mas…
Incrível é a tua imaginação!
Foges-me… Sem que possa trocar contigo um último olhar.
Emprego-te nas linhas que escrevo, nas palavras que namoro, na frase onde te sento… E leio-te sem fuga possível… És minha!
Só tu me dás…
Só tu… Que rasgas as vestes desse teu corpo, que não me deixas vestir.
Só tu, tudo dás, sem que eu, nada receba…
És incrível na imaginação!
Já agora, como se trata o amor?
Sou teu e não te tenho… Sou seguidor do teu coração e não o sinto…
Sou a razão dos olhos em lágrimas e não te vejo chorar…
Sou em palavras a tua voz, sou em olhares a luz, porque te vejo sol…
Incrível é a tua imaginação! Consegues-me ter…
E eu a ti… Não!
Incrível a tua imaginação!

José Alberto Sá


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