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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Que vêem?

Que vêem?

Que vêem os olhos,
que se desnudam vestidos de verde
Que vêem ?
Que vêem os olhos que choram
Que gritam na solidão da parede
Que vêm os olhos…
Em lágrimas com sede

Que vêem?
Que vêem eles na triste cor do soluço,
que me aperta
Que me sufoca a garganta calada
Que vêem?
Que vêem os olhos…
Quando o que vêem é nada!
O que nada têm…

Que vêem?
Que podem ver, os olhos que se abrem ao frio
Que se fecham ao medo
Que vêem?
Que vêem os olhos sem brio
Que vêem os olhos neste enredo

Que vêem?
Que podem sentir os olhos alagados…
O que podem ser?
Os olhos amargurados, olhos abandonados
Que querem estes olhos que vêm,
os que nada têm?
Os que vêem o tudo… A nada ser!
Que vêem?
Com certeza nada! Vêem vinho sem mosto
Esse nada que cega este poema!
Que pena… Que a luz dos que têm
É cega aos olhos verdes do meu rosto…


José Alberto Sá

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