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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Por vezes perco-me em ti...

Por vezes perco-me em ti…

Por vezes perco-me em flores desconhecidas, somente os aromas me atraem e ficam a viver comigo numa eternidade só minha.
Só minha é a vontade suprema de ti… Flor de um jardim em que a terra é rosa e o céu é canela… Só minha é a claridade de um olhar feito pétala de uma flor inventada… Só minha é uma flor… Uma diva… Uma musa enamorada… Só minha é esta variedade de fragrâncias desconhecidas que amo…
Por vezes os dons que inalam o meu perfume difundem-se pelos jardins de uma atmosfera inspirada em sonhos… Eu sonho e desejo…
O que foste ou não foste, que interessa… Se te vejo flor.
Somente quero sentir-te, tocar-te na pele macia que imagino ser pétala de uma flor pura e doce…
Pois doce é o trono que te ofereço… Sobe é tua a coroa… A copa dessa flor impropria para consumo… Digo imprópria porque tenho medo de te magoar… És divina e frágil, assim te vejo por este meu penetrante olhar.
São tantos os vassalos que te desejam que pensar que és minha é perfeição… Pensar que te tenho é perdição… Pensar é somente pensar e tudo é belo…
Por vezes perco-me no sorriso que sobressai desse núcleo, desse fervente botão que aparece dentro da tua copa…
Senta-te em meu cadeirão e sente-te rainha desta vontade feita de jardins suspensos…
Pois os sonhos voam… E voar é sentir o flutuar de jardins de prazer… Senta-te e galopa com este cavaleiro, com este teu senhor… Teu mordomo, teu fazedor de sonhos… Teu amor…
Por vezes perco-me e só me encontro quando te pego… E pegar-te é sentir em mim uma flor única… Só minha… Só minha é a vontade dos dois…
Descei ao meu sentir e sabereis de minha vontade… Mais tarde sereis dona de algo puro… Tão puro que sabereis olhar e sentir o quanto é duro, o amor num jardim feito de ti… Por mim…
Este é sonho que emprego nas minhas flores desconhecidas… As que conheço já fazem parte desta terra feita de mar e essência colorida… O meu sonho é voar por aí… Perdido na procura de uma flor, que se queira comigo perder…


José Alberto Sá

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