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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Outono

Outono

Rasga-me a folha, ó estação de verde natura
Rasga-me neste tempo, onde a força é vento
Onde a razão é chuva que pinga e me atura
Onde o momento é poesia e alimento

Rasga-me a pele seca e desnudada
Rasga-me cada pétala que se perde na estação
Onde o amor é sol da época molhada
Onde a humidade se sente de coração

Rasga-me o sublime querer num tempo que vai
Rasga-me o soberbo, num outono que se despe
Onde o sol se mescla, e se derrete ou esvai

Onde as nuvens são a vontade d’um céu celeste
Onde o vento traz e leva, o que de ti sobressai
Onde o rasgar foi outono, na nudez que me deste


José Alberto Sá

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